Entrevista com a fotógrafa Juliana Santin

Sou Juliana Santin, faço Retratos femininos e também sou fotógrafa de moda.

Sempre amei o mundo fashion, fiz alguns períodos de Design de moda e curso básico de corte e costura.

Mas durante a faculdade realmente me descobrir na área de fotografia.

Meus ensaios femininos tem como proposta criar uma experiência de campanha de moda para as minhas clientes, eu amo fazer com que elas se sintam modelos.

Mostrar que podem ser quem elas quiserem ser me trás uma alegria sem tamanho.

Projeto Crua da Juliana Santin

O crua nasceu para mostrar através da fotografia e textos que gostar de si mesmo é um ato transformador.

O Crua é sobre ajuda mútua. Fortalecer a autoestima feminina, mostrar que o padrão de beleza imposto pela indústria e aceito socialmente como o “Perfeito” adoece várias mulheres.

Estou na fotografia profissionalmente há 1 ano e 6 meses; trabalhando com mulheres diariamente. Nesse tempo pude perceber que mesmo as mulheres mais seguras sobre o seu corpo, ainda sentem que precisam mudar uma coisa ali e outra aqui para enfim se sentir mais segura e bonita.

Querer mudar o próprio corpo para se sentir mais atraente não é exatamente um problema, acredito eu…. mas sim, ter o “corpo padrão” como referência para essa transformação.

Na minha aérea existe a parte da edição de imagem, onde eu uso ferramentas do Photoshop para fazer mudanças nas fotos. Então eu sempre acabo tirando estrias, celulite, modelando mais corpo. Criando “filtros” mesmo. Até porque o meu cliente ama se ver assim.

O meu insight de criar o projeto veio exatamente daí. Eu sei que não algo impossível querer que as mulheres se amem e se aceitem como são.
Digo isso porque eu estou nesse processo de autoaceitação há anos, desde quando fiz minha primeira transição capilar. Depois disso eu nunca mais fui a mesma.

Hoje eu não mudaria absolutamente nada em mim. Nem uma vírgula do meu corpo. Nem o meu nariz de “cochinha” que achava que “matava” o meu rosto. Nem as dobrinhas da barriga que eu evitava deixar em evidência, sempre esticando o corpo quando sentava. Nem inúmeras outras inseguranças que tinha desde a adolescência que tiravam um pouco da minha vitalidade. Hoje eu digo com propriedade que gostar de si mesmo é ter qualidade de vida.

Entrevista com Juliana Santin no Youtube

Entrevista com Juliana Santin
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